Máquina de Gelo Everest EGC 50 | Ficha Técnica
A máquina de gelo Everest EGC 50 é o modelo de entrada da linha EGC voltado para produção comercial contínua — com capacidade declarada de até 50 kg de gelo em cubos por dia em condições ideais de temperatura ambiente e água. Para um bar com movimento moderado, uma cafeteria ou um escritório com copa compartilhada, esse volume cobre a demanda diária sem a necessidade de compra de gelo em saco ou de equipamentos de maior porte. Além disso, o modelo opera em rede elétrica monofásica 127 V ou 220 V, o que simplifica a instalação em ambientes já existentes.
Este artigo apresenta a ficha técnica completa da EGC 50, os requisitos de instalação elétrica e hidráulica, os cenários de uso onde o modelo performa melhor e um comparativo direto com os modelos imediatamente superiores da linha. Dessa forma, você toma a decisão de compra com base em dados técnicos, não em suposições.
Ficha Técnica da EGC 50: o que os dados dizem
A linha de máquinas de gelo Everest segue uma nomenclatura direta: o número após “EGC” indica a capacidade nominal em kg por dia. Portanto, a EGC 50 produz até 50 kg de gelo em cubos em 24 horas — desde que a temperatura ambiente esteja em torno de 21 °C e a temperatura da água de entrada seja de aproximadamente 15 °C. Em condições mais quentes (acima de 30 °C de temperatura ambiente), a produção real pode cair entre 15% e 25%, o que é padrão para equipamentos de refrigeração por compressão a ar.
Abaixo, a ficha técnica consolidada do modelo:
| Parâmetro | Especificação |
|---|---|
| Capacidade de produção (condições ideais) | Até 50 kg/dia |
| Tipo de gelo | Cubo sólido |
| Tensão de alimentação | 127 V ou 220 V / 60 Hz (monofásico) |
| Consumo médio de energia | Aproximadamente 1,5 kWh por ciclo de 24 h |
| Capacidade do reservatório interno | Até 12 kg de gelo armazenado |
| Sistema de refrigeração | Compressor hermético, condensação a ar |
| Conexão hidráulica | Entrada de água 3/8″ (conexão direta à rede) |
| Temperatura de operação recomendada | 10 °C a 38 °C |
| Dimensões aproximadas (A × L × P) | Consultar manual técnico Everest para medidas exatas |
| Acabamento | Aço inoxidável / painel frontal em ABS |
Por isso, ao instalar o equipamento em ambiente sem climatização — como depósitos ou áreas de serviço expostas ao sol —, é recomendável considerar a capacidade real reduzida no dimensionamento da demanda. Em outras palavras, se o seu negócio consome 40 kg de gelo por dia no verão, a EGC 50 opera no limite da capacidade em dias quentes.
EGC 50 capacidade kg por dia: como calcular sua demanda real
Antes de confirmar a compra, você precisa mapear o consumo diário de gelo do seu estabelecimento. Primeiramente, levante os pontos de uso: bebidas geladas, conservação de alimentos, balcões de exposição e uso em coquetéis ou drinks. Em seguida, estime o volume por ponto.
Uma referência técnica do setor de food service indica que um bar com até 80 atendimentos por turno consome entre 20 kg e 35 kg de gelo por dia — considerando gelo em bebidas, resfriamento de garrafas e higiene de equipamentos. Portanto, a EGC 50 atende esse perfil com margem operacional, desde que instalada em ambiente com temperatura controlada.
Para cafeterias com máquina de café espresso e consumo de bebidas frias, o volume diário raramente ultrapassa 15 kg. Dessa forma, a EGC 50 entrega gelo com folga e o reservatório interno de até 12 kg evita interrupções durante os picos de atendimento.
A regra prática do setor: dimensione a máquina para 120% da demanda média diária, não para o pico. Isso garante ciclos de produção sem sobrecarga e prolonga a vida útil do compressor.
Bem como o volume, considere a frequência de uso. Uma máquina de gelo compacta para bar que opera 7 dias por semana exige manutenção preventiva trimestral — limpeza do evaporador, verificação do filtro de água e inspeção do condensador — para manter a produção nominal.
EGC 50 instalação elétrica: requisitos e cuidados
A instalação elétrica da EGC 50 é um dos pontos que diferencia o modelo para pequenos negócios: o equipamento opera em rede monofásica, ou seja, não exige circuito trifásico dedicado. Contudo, a Everest recomenda um disjuntor exclusivo de 15 A para a tomada do equipamento, evitando quedas de tensão que afetam o ciclo de produção.
Quanto ao consumo elétrico, o modelo opera com compressor de baixa potência. Com base nas especificações técnicas da linha EGC, o consumo estimado fica entre 1,2 kWh e 1,8 kWh por dia em operação contínua — o que representa um custo de energia inferior a R$ 3,00 por dia considerando a tarifa residencial média da ANEEL de R$ 0,78/kWh praticada no Brasil em 2024 (tarifa de referência — conforme ANEEL — Bandeiras Tarifárias). Em outras palavras, o custo de energia é marginal frente ao preço de compra de gelo em saco no varejo.
Além disso, o ponto de água exige pressão mínima de 1 bar e máxima de 6 bar, com conexão de 3/8″ rosca fêmea. Em instalações com pressão acima do limite, um redutor de pressão deve ser instalado antes da entrada do equipamento — caso contrário, a válvula solenóide pode apresentar falhas prematuras.
Por fim, o dreno de água precisa estar posicionado abaixo do nível do equipamento para escoamento por gravidade. Instalações em balcões elevados sem dreno embutido exigem adaptação hidráulica antes da ativação.
Aplicações comerciais: onde a máquina de gelo compacta comercial performa melhor
A máquina de gelo Everest EGC 50 foi projetada para ambientes com demanda moderada e espaço físico restrito. Abaixo, os cenários de uso com melhor custo-benefício:
- Bares e botecos com até 80 clientes/dia: a produção de 50 kg/dia cobre gelo para drinks, chopes e resfriamento de garrafas com margem de segurança.
- Cafeterias e lanchonetes: o gelo em cubo sólido é adequado para sucos, vitaminas e bebidas frias. O reservatório interno evita reposição manual frequente.
- Clínicas odontológicas e médicas: uso em compressa de gelo e conservação de materiais sensíveis à temperatura. O cubo sólido tem menor contaminação superficial que o gelo em escama.
- Escritórios com copa compartilhada: demanda de 5 kg a 15 kg por dia — a EGC 50 opera em ciclos intermitentes, reduzindo o consumo elétrico real abaixo do nominal.
- Padarias e confeitarias: resfriamento de massas e conservação de recheios. O gelo em cubo pode ser triturado para aplicações específicas.
Por outro lado, a EGC 50 não é indicada para restaurantes com mais de 100 refeições por turno, eventos com mais de 200 pessoas ou estabelecimentos com consumo diário acima de 40 kg em ambiente quente. Nesses casos, a Everest EGC 75M com maior capacidade de produção ou modelos da linha 150 são mais adequados.
Inclusive, se você ainda avalia se uma máquina de gelo profissional faz sentido frente à geladeira com freezer, o artigo sobre máquina de gelo profissional versus geladeira doméstica apresenta um comparativo técnico direto entre os dois equipamentos.
Quanto consome a EGC 50 Everest: análise de custo operacional
O custo operacional de uma máquina de gelo comercial tem três componentes principais: energia elétrica, água consumida e manutenção preventiva. Assim, o cálculo do custo por kg de gelo produzido permite comparar o modelo com a alternativa de compra de gelo no varejo.
Com base nas especificações técnicas da linha EGC e na tarifa de energia da ANEEL:
- Energia: ~1,5 kWh/dia × R$ 0,78/kWh = R$ 1,17/dia
- Água: uma máquina de gelo comercial consome em média 2 litros de água por kg de gelo produzido (dado técnico padrão do setor de refrigeração). A 50 kg/dia, o consumo é de ~100 litros/dia, equivalente a R$ 0,50/dia na tarifa média da Sabesp (R$ 5,00/m³ — conforme Sabesp — Estrutura Tarifária).
- Manutenção preventiva: limpeza trimestral com produto específico, estimada em R$ 150,00/ano, ou R$ 0,41/dia.
Portanto, o custo operacional total fica em torno de R$ 2,08 por dia, ou aproximadamente R$ 0,04 por kg de gelo produzido. Em contrapartida, o gelo em saco de 5 kg no varejo custa entre R$ 8,00 e R$ 15,00 — ou seja, R$ 1,60 a R$ 3,00 por kg. A diferença de custo por kg é de 40 a 75 vezes menor com produção própria, o que resulta em retorno do investimento em poucos meses, dependendo do volume consumido.
EGC 50 versus modelos superiores da linha: quando fazer o upgrade
A linha EGC da Everest segue uma progressão clara de capacidade. Dessa forma, entender o ponto de corte entre modelos evita tanto a subcompra (equipamento insuficiente) quanto a sobrecompra (capacidade ociosa e custo desnecessário).
| Modelo | Capacidade nominal | Tensão | Perfil de uso indicado |
|---|---|---|---|
| EGC 50 | Até 50 kg/dia | Monofásico | Bar pequeno, cafeteria, escritório |
| EGC 75 / 75M | Até 75 kg/dia | Monofásico | Bar médio, restaurante pequeno |
| EGC 150 / 150M | Até 150 kg/dia | Mono ou trifásico | Restaurante, hotel, supermercado |
| EGC 300 | Até 300 kg/dia | Trifásico | Produção industrial leve, eventos |
Em suma, se a sua demanda diária real — medida em condições de verão — ultrapassar 38 kg consistentemente, o modelo EGC 75 é mais adequado. Igualmente, se o ambiente de instalação não tem climatização e a temperatura média supera 30 °C, a margem de segurança da EGC 50 se estreita. Para um panorama completo da linha, o guia completo da linha EGC Everest 2025 detalha todos os modelos com critérios de seleção.
Manutenção preventiva: o que fazer para manter a EGC 50 na capacidade nominal
A vida útil de uma máquina de gelo comercial depende diretamente da frequência de manutenção preventiva. Em primeiro lugar, a limpeza do evaporador e do condensador deve ser feita a cada 90 dias em ambientes com pouca ventilação ou alta concentração de gordura no ar — como cozinhas de restaurante.
Em segundo lugar, o filtro de água instalado antes da entrada do equipamento precisa ser trocado conforme o volume de água processado — em geral, a cada 6 meses em regiões com água de dureza média. Água com alto teor de cálcio forma incrustações no evaporador que reduzem a eficiência de troca térmica e aumentam o tempo de ciclo.
Além disso, o reservatório interno de gelo deve ser sanitizado mensalmente com solução de ácido cítrico ou produto específico para máquinas de gelo alimentar — conforme as diretrizes da ANVISA para equipamentos de produção de alimentos. O gelo produzido é classificado como alimento pela legislação brasileira (RDC nº 216/2004), portanto a higiene do equipamento tem implicação sanitária direta.
Por fim, a verificação do nível de gás refrigerante deve ser feita por técnico habilitado anualmente. Perda de carga de gás é o principal motivo de queda de produção em máquinas com mais de 2 anos de uso sem manutenção.
Próximo passo: como adquirir a máquina de gelo Everest EGC 50
A máquina de gelo Everest EGC 50 está disponível para venda e locação pela Aqua Sampa, com suporte técnico pós-venda e assistência para instalação. Antes de fechar o pedido, confirme a tensão disponível no ponto de instalação (127 V ou 220 V) e a posição do dreno para evitar adaptações hidráulicas após a entrega.
Para obter orçamento, verificar disponibilidade de estoque ou tirar dúvidas técnicas sobre a EGC 50, entre em contato com a equipe da Aqua Sampa diretamente pelo formulário ou pelo WhatsApp disponível no site.