Tipos de Filtro de Água: Guia Técnico e Linha Everest 2026

3 de junho de 2026
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Categoria: Tipos de Filtro

Entender os tipos de filtro de água é o primeiro passo para não comprar equipamento a mais nem a menos. Cada tecnologia resolve um problema específico: partículas em suspensão, cloro residual, sais dissolvidos, dureza ou microrganismos. Para quem recebe água tratada da rede pública, como acontece na maior parte de São Paulo, a resposta costuma ser mais simples do que o mercado sugere, e é justamente esse cenário que a linha de purificadores Everest foi projetada para atender.

Neste guia, a Aqua Sampa, revendedora autorizada Everest em São Paulo, explica cada mecanismo de filtração, o que ele remove e o que não remove, e mostra como o refil Everest, a refrigeração e a certificação INMETRO se encaixam na rotina de quem é abastecido pela concessionária.

Por que existem tantos tipos de filtro de água?

Porque “água ruim” não é um problema único. A água da torneira pode trazer cloro acima do que o paladar tolera, ferrugem de tubulações antigas, excesso de sais dissolvidos ou, vinda de poço e cisterna sem tratamento, contaminação microbiológica. Nenhum elemento filtrante resolve tudo ao mesmo tempo e com o mesmo custo.

Por isso as tecnologias se organizam em camadas, do mais grosseiro ao mais fino: barreiras mecânicas retêm partículas; o carvão ativado retira cloro, gosto e odor; membranas separam o que está dissolvido; a luz ultravioleta neutraliza microrganismos. Antes de perguntar “qual é o melhor filtro?”, a pergunta correta é: o que eu preciso remover da minha água?

Para a água da rede pública, que sai da estação dentro do padrão de potabilidade do Ministério da Saúde, a resposta quase sempre se resume a dois itens: partículas soltas pela tubulação e o cloro residual que a concessionária mantém de propósito até a sua casa. É esse par de problemas que o refil dos purificadores Everest foi feito para tratar.

Os seis tipos de filtro de água por mecanismo de ação

Purificador de água Everest Baby na cor cereja, modelo compacto de ponto de uso sem refrigeração
Everest Baby: retenção de partículas e carvão ativado em um purificador de ponto de uso que dispensa energia elétrica.

A classificação segue o tamanho do que cada tecnologia retém. O panorama geral está no guia sobre filtro de água e suas tecnologias.

1. Filtro de sedimentos (barreira mecânica)

Atua por retenção física: um elemento de polipropileno segura areia, ferrugem, lodo e outras partículas em suspensão. É a primeira etapa de quase todo sistema, porque protege o estágio seguinte contra saturação precoce. Sozinho, não remove cloro nem altera gosto e odor. Detalhes no guia do filtro de sedimentos.

Nos purificadores Everest, essa função aparece na ficha técnica como “retenção de partículas: Classe C (de 5 até 15 micra)”. Na prática, o refil segura partículas a partir de 5 micrômetros, faixa que cobre a sujeira que se desprende de encanamentos e caixas d’água.

2. Filtro de carvão ativado (adsorção)

O carvão ativado tem estrutura extremamente porosa. Quando a água atravessa esse leito, moléculas de cloro livre, compostos orgânicos e substâncias de gosto e cheiro aderem à superfície do carvão, processo chamado de adsorção. Minerais como cálcio e magnésio passam, e isso é desejável: a água mantém a composição de água potável. Veja o que o filtro de carvão ativado remove.

É a tecnologia central do refil Everest e a razão de a ficha de toda a linha trazer “redução de cloro livre: sim”. Para quem bebe água da Sabesp e sente gosto de cloro, essa é a etapa que muda a experiência de beber água.

3. Osmose reversa

Força a água contra uma membrana semipermeável que barra sais dissolvidos, metais e boa parte dos contaminantes químicos. É a tecnologia mais abrangente, mas gera água de rejeito, retira também os minerais benéficos e exige instalação mais complexa. Faz sentido quando a água de entrada tem excesso de sólidos dissolvidos, raro na rede tratada. Veja o guia de osmose reversa residencial.

4. Ultrafiltração

Usa membranas com poros muito menores que os de um filtro de sedimentos, capazes de reter microrganismos e partículas finas, deixando passar os sais minerais. Opera com a pressão da rede e não gera rejeito. Não remove cloro nem melhora o sabor, por isso costuma vir combinada com carvão ativado.

5. Desinfecção por luz ultravioleta

Lâmpadas UV inativam bactérias, vírus e protozoários, mas não retiram nada físico ou químico da água. Exigem água limpa na entrada, porque a turbidez cria “sombras” que protegem os microrganismos. É indispensável em captação própria (poço, mina, cisterna) e dispensável quando a água já chega clorada.

6. Troca iônica (abrandamento)

Resinas substituem íons de cálcio e magnésio por sódio, reduzindo a dureza. O objetivo é proteger tubulações e equipamentos em regiões de água muito dura, não melhorar o sabor. Para a maioria das residências e empresas em São Paulo, é etapa desnecessária.

Como o purificador Everest trata a água da rede pública

Purificador de água Everest branco de bancada em cozinha, com pessoa segurando copo de água gelada
Purificador Everest de bancada com refrigeração: água filtrada e gelada direto da rede hidráulica, sem reservatório externo.

Os purificadores Everest são aparelhos de ponto de uso: ficam na cozinha ou na copa, conectados à rede hidráulica, e tratam só a água que será consumida. Na prática: instalação simples, refil individual, vazão direta e nenhum descarte de água.

Dentro do gabinete, o refil Everest combina duas das tecnologias descritas acima: retenção de partículas (Classe C, de 5 a 15 micra) e carvão ativado para redução de cloro livre. Sobre essa base, cada modelo acrescenta ou não a refrigeração por compressor, que leva a água a uma temperatura média de saída de 8 °C nos modelos refrigerados.

Um ponto que a Aqua Sampa faz questão de esclarecer: a ficha técnica da linha informa “sem eficiência bacteriológica”. Isso não é falha, é delimitação de uso. O fabricante indica o purificador Everest para água tratada e potável, conforme a portaria do Ministério da Saúde. Quem capta água de poço ou cisterna precisa de tratamento prévio, com cloração ou UV, antes de qualquer purificador de ponto de uso.

A diferença prática entre esse tipo de equipamento e os filtros de pressão tradicionais está no comparativo entre purificador de água e filtro comum residencial.

Qual purificador Everest escolher para cada perfil de uso

Purificador de água Everest Foz branco, vista diagonal, com botões de água gelada e natural
Everest Foz: 90 W de consumo, água gelada até 8 °C e aviso de troca de refil no próprio aparelho.

Com a tecnologia de filtração igual em toda a linha, a escolha do modelo Everest depende de três variáveis: se você quer água gelada, quantas pessoas consomem no mesmo horário e quanto espaço há na bancada. A tabela reúne os dados das fichas técnicas oficiais.

ModeloÁgua geladaPessoas por horaReservatório de água geladaConsumoVida útil do refil
Everest BabyNão (somente natural)Não se aplica4.000 litros
Everest FitSim, 8 °C151,2 L100 W4.000 litros
Everest SlimSim, 8 °C151,8 L100 W4.000 litros
Everest StarSim, 8 °C152 L100 W4.000 litros
Everest FozSim, até 8 °C151,8 L90 W9 a 12 meses
Everest PlusSim, 8 °C302 L140 W4.000 litros
Everest Plus Inverter+Sim, 8 °C302 LCompressor Inverter, selo Classe ANão informada na ficha

Como ler a tabela na hora de decidir:

  • Everest Baby: só água natural, sem tomada, 28 cm de altura e 1,52 kg. Serve apartamentos pequenos, escritórios e quem prefere gelar a água na geladeira.
  • Everest Fit, Everest Slim e Everest Star: refrigeração para até 15 pessoas por hora com 100 W de consumo. Diferem no formato do gabinete: o Fit é o mais baixo (28 cm de altura), o Slim o mais estreito (27,5 cm de largura) e o Star tem o maior reservatório dos três, com 2 litros.
  • Everest Foz: geração mais recente da linha, com 90 W, luz na saída da água, espaço para copos e garrafas e indicador de troca de refil. Disponível em branco, cinza e grafite.
  • Everest Plus: reservatório de 2 litros revestido em poliuretano e capacidade de refrigeração de 1,896 litro por hora, suficiente para 30 pessoas por hora em famílias grandes, escritórios e comércios.
  • Everest Plus Inverter+: mesma capacidade do Plus com compressor Inverter, bivolt automático, selo Classe A e redução de até 70% no consumo de energia em relação ao Plus, conforme a etiqueta de eficiência energética do INMETRO (o percentual varia com as condições de uso).

Para uma lista de verificação por perfil de moradia (crianças, idosos, espaço, número de pessoas), veja como escolher purificador de água para toda a família e o guia 2026 dos modelos Everest.

Refil: o fator que decide a eficiência real

Um filtro bem escolhido e mal mantido deixa de fazer o que promete. O carvão ativado satura: depois de certo volume, para de adsorver cloro e a água volta a ter gosto; o elemento de retenção acumula partículas e a vazão cai. A troca do refil é parte da especificação, não sugestão.

Nas fichas Everest, a vida útil do elemento filtrante é de 4.000 litros nos modelos Baby, Fit, Slim, Star e Plus, e de 9 a 12 meses no Foz, que ainda avisa no painel quando chegou a hora. O guia sobre quando trocar o refil do purificador Everest mostra como o consumo e a qualidade da água de entrada encurtam ou esticam esse prazo na prática.

Três regras simples: use refil original Everest, anote a data da instalação e não espere o sabor mudar para trocar, porque o sabor é o último sinal a aparecer.

Instalação: pressão, temperatura e o que a autorizada verifica

Toda a linha Everest opera com pressão de rede entre 3 e 40 metros de coluna d’água (0,029 a 0,392 MPa) e temperatura ambiente de 5 °C a 42 °C. Acima de 40 mca, o fabricante exige válvula reguladora de pressão; com ela instalada, o aparelho suporta até 100 mca. Variações bruscas de pressão (golpe de aríete) podem danificar o equipamento, por isso o teste de pressão faz parte da instalação pela autorizada Everest.

Em prédios de São Paulo, andares baixos abastecidos por caixa d’água elevada ou bomba pressurizadora costumam ultrapassar esse limite. A Aqua Sampa mede a pressão e indica os acessórios necessários antes de ligar o purificador.

Certificação INMETRO: o que ela garante em um purificador Everest

Certificação não é detalhe de marketing: é a única prova objetiva de que o aparelho faz o que a ficha diz. Toda a linha de purificadores Everest é certificada por organismo acreditado pelo INMETRO, que ensaia justamente os itens da ficha técnica: retenção de partículas (Classe C), redução de cloro livre e eficiência bacteriológica, declarada como ausente. Nos modelos Baby, Fit, Slim, Star e Plus, a ficha técnica informa o organismo de certificação de produto acreditado (OCP 0018, registro nº 004093/2016).

A Everest é uma indústria brasileira de refrigeração fundada em 1976, que fabrica máquinas de gelo desde 1984 e purificadores de água desde 1997. A página de certificações de purificadores de água da Aqua Sampa reúne os documentos da linha.

Erros comuns ao escolher entre os tipos de filtro de água

  • Comprar osmose reversa “por garantia” para água de rede. Paga-se por uma remoção que a água tratada não exige e gera-se descarte sem necessidade.
  • Ignorar a etapa de retenção de partículas. Sem ela, o carvão ativado satura antes do prazo e a vazão cai.
  • Trocar o refil só quando o sabor muda. O sabor é o último indicador; siga o volume ou o prazo da ficha técnica.
  • Olhar o preço e esquecer o número de pessoas. Um modelo para 15 pessoas por hora em um escritório de 40 vira fila; nesse caso, Plus ou Plus Inverter+ são a escolha correta.
  • Instalar sem medir a pressão. Acima de 40 mca sem válvula reguladora, o risco é de vazamento e dano ao aparelho.

Um panorama mais amplo da linha residencial está no guia definitivo de purificadores residenciais.

Perguntas frequentes sobre tipos de filtro de água

Qual o melhor tipo de filtro de água para casa?

Não existe um melhor universal. Para água da rede pública, retenção de partículas com carvão ativado, a configuração do refil Everest, resolve a maioria dos casos: retira o cloro residual e a sujeira da tubulação sem alterar a composição mineral. Osmose reversa e UV só se justificam com captação própria ou laudo apontando excesso de sólidos dissolvidos.

Purificador Everest remove bactérias?

A ficha técnica da linha declara “sem eficiência bacteriológica”. O aparelho é indicado para água já tratada e potável, na qual a desinfecção foi feita pela concessionária. Para poço, mina ou cisterna, é preciso tratar a água antes de instalar qualquer purificador de ponto de uso.

O carvão ativado tira os minerais da água?

Não. A adsorção retém cloro, compostos orgânicos e substâncias de gosto e odor, mas deixa passar cálcio, magnésio e os demais sais dissolvidos. Quem remove minerais é a osmose reversa.

Preciso de filtro se a minha água já vem da Sabesp?

A água da concessionária é potável, mas chega com cloro residual e pode arrastar sedimentos da tubulação predial e da caixa d’água. Um purificador Everest melhora sabor e odor, retém essas partículas no ponto de consumo e, nos modelos com compressor, entrega água gelada.

Qual a diferença entre o Everest Plus e o Plus Inverter+?

Os dois atendem 30 pessoas por hora com reservatório de 2 litros e água a 8 °C. O Plus Inverter+ usa compressor com tecnologia Inverter, que ajusta a potência conforme o uso, é bivolt automático e traz selo Classe A, com até 70% de economia em relação ao Plus segundo a etiqueta do INMETRO.

Quanto tempo dura o refil Everest?

Nos modelos Baby, Fit, Slim, Star e Plus, a vida útil do elemento filtrante é de 4.000 litros. No Foz, a ficha indica 9 a 12 meses, e o próprio aparelho sinaliza o momento da troca. Consumo alto ou água com muito sedimento antecipam esse prazo.

Fale com a Aqua Sampa

A Aqua Sampa vende, aluga e instala purificadores de água Everest e máquinas de gelo Everest em São Paulo, com teste de pressão na instalação e refil original. A loja fica na R. 29 de Outubro, 535, Vila Matilde, São Paulo, SP. Conheça a história da Aqua Sampa.

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